Histórias antigas
Coração partido
Quem acompanha o Inconfidência há um tempinho, sabe de Camila, a menina por quem o Mateus foi apaixonado no ano passado, e Adriana – a namorada brasileira e imaginária que inventei pra ele na tentativa de compensar o desinteresse da primeira.
Pois, bem. Hoje, estas duas personagens ressuscitaram. E de uma maneira que me deixou sem palavras. Estávamos assistindo TV juntos e passou uma cena de beijo. Ele me olhou e disse com aquela cara de nojo tão típica nos meninos desta idade quando vêem contatos íntimos entre as pessoas:
- Mamãe, eles estão se beijando na boca?!
- Sim, meu amor. Estão.
- Ieca!
- Hehehehe. As pessoas se beijam na boca quando se gostam. Mas, só as pessoas grandes. Quando você crescer, também vai querer beijar a sua namorada na boca…
- Então, vou beijar a Adriana quando eu for grande…
Já querendo eliminar a Adriana da nossa conversa, afinal ela nem existe mesmo, respondi:
- Ué, mas pode ser outra namorada também, meu amor.
- Mas, mamãe. Você me disse que a minha namorada é a Adriana. Você que escolheu ela pra mim…
- Mas, você pode escolher a namorada que você quiser, Mateus. Quem escolhe suas namoradas é você…
- Ah, mas a namorada que eu escolher não vai me querer…
- Como assim?! Por que?!
- Eu escolhi Camila e ela não me quis…
Ai, gente. Até chorei. Não sei qual o coração está mais partido, se o meu ou o dele.
Convencido, não! Convicto.
Vamos, Mateus,coloca logo a touquinha pra proteger sua cabeça, que está frio lá fora e já estamos atrasados pra o aniversário…
- Eu não quero colocar essa touquinha, mamãe!
- Por que, se você ficou tão lindo, meu amor?!
- Por isso mesmo. Quando eu chegar na casa da tia Claudia todo o mundo vai gritar forte: “Mateus, que lindo!” e eu não gosto.
E para coroar:
- Mamãe, por que é você que manda e eu só obedeço?
- Mamãe, por que o céu é tão longe da cabeça da gente?
- Por que hoje é o aniversário do Diego e não é o meu?
E, finalmente:
- Mamãe, por que as mulheres se casam com os homens?!
Se alguém souber uma resposta politicamente correta, aceito sugestões.
Wakna pampapi quinua wakarusca*
- Mateus, facilita para eu terminar seu banho.
- Ah, faltam os chaques, né?!
- Os o que?!
- Os chaques!
- Que são chaques?!
- Os pés, pues!
- Chaque é pé?! Em que idioma?!
- Em quéchua, pues. E sabe o que são olhos?! Isso. E joelhos, aquilo. E boca, aquilo outro…
Voto é coisa séria
Enquanto neste domingo os eleitores peruanos enfrentam as urnas para eleger o novo ou nova presidente da República (e a gente amarga um fim-de-semana sem cerveja por causa da lei-seca), na escola do meu filho simularam uma votação para que eles escolhessem entre os coleguinhas aquele que deveria ser o er… “líder político” da turma.
O Mateus foi eleito pela maioria, com direito a promessa de campanha e tudo. Das muitas coisas engraçadas desta eleição, a historia mais fofa veio do Luca, melhor amigo do Mateus. O menino, aparentemente negando o legado da família, não recebeu nenhum voto, nem do próprio Mateus, que preferiu anular o seu não escolhendo ninguém (é que ele não tinha entendido bem o espírito da coisa).
Pois não é que o Luca, aí, sim, assumindo a verve ancestral, disse:
- Não me importa não ter recebido nenhum voto. Estou feliz porque o meu amigo foi eleito. Eu votei ele porque gosto muito dele…
E teve primeira-dama também. Ou melhor, eleições para a presidente que, evidentemente, foi alçada a categoria de esposa do presidente. A lógica infantil não respeita muito a luta de gêneros. Mas, enfim, Maria Fernanda, agora, é a nova musa do infante.
- Ele é minha esposa. Até me deu um beijo!
Claro que Luca também tem a sua companheira, que também o beijou, selando o compromisso. E de posse dos seus direitos maritais, os dois – Luca e Mateus – pegaram a lista de telefone dos coleguinhas de classe e, reconhecendo os nomes pelo desenho das letras, ligaram (escondidos na cozinha!) para as meninas convidando-as para brincar e dizendo que estavam com saudades.
Moral da história?! São várias:
1) Para que o Mateus cumpra sua principal promessa de campanha acho que vou ter que me mudar. Ele disse que iria convidar todos os amiguinhos para brincarem aqui em casa. Como vou meter os cerca de 15 meninos e meninas em meu modesto apartamento de três quartos, não sei. Se bem que sempre resta a prerrogativa de mãe do presidente. Qualquer coisa, me instalo no Palácio do Governo.
2) Luca é um amigo e tanto.
3) As meninas são mesmo mais assanhadas que os meninos.
4) Os meninos são fieis as suas companheiras.
5) Camila dançou!
6) E, claro, tenho um filho popular! Não é nada, não é nada… Não é nada mesmo.
Dor do parto
Fomos jantar na casa de uns amigos. O Mateus está dormindo na casa de outra. É a primeira vez tanto para ele quanto para mim e meu coração está pequenininho. Tenho vontade de ir lá buscá-lo, enrolado num edredon e metê-lo em minha cama, abraçadinho, como tem sido nos últimos quatro anos.
Posso até “psicologizar” sobre o assunto, mas, no momento, só posso dizer que estou morrendo de saudades do meu filhote. Além disso, começo a sentir aquela coisinha que se costuma chamar de “síndrome do ninho vazio” e, putz, é horrível.
Vou dormir, torcendo para que chegue logo amanhã …
Da inocencia cruel das criancinhas – licao no. 332
Aí, o Mateus, que está comecando a ser alfabetizado, exige que a gente leia todas as placas espalhadas pelos cantos:
- Mamae, o que está escrito aí?
- “Proibida entrada de criancas sem a presenca de um adulto.”
- E ali?!
- “Proibido levar a chave do quarto.”
- Mamae, o que está escrito naquela placa?!
- “Proibido estacionar.”
- E naquela outra?!
- “Proibido caminhar pela pista.”
-…
- Mami…?!
- Que?!
- ¡¿Hay muchas cosas proibidas, no?!
É, ele está comecando a pegar o espírito da coisa…
Curtinhas
cena 1:
- Mateus, vamos sair com a mamãe?
- Aonde?!
- Vamos na Crisol, que hoje tem contador de história…
- Não quero! Quero ir comprar essa moto do Power Rangers… – respondeu, apontando um tabloide da Ripley.
- Não vou te dar moto nenhuma. Chega desses brinquedos ridículos. Vou te dar um livro. Você quer um livro?!
-…
- Mamãe…
- Quié?!
- Crianças gostam é de brinquedos…
cena 2:
- Mamãe, corre! Corre, mamãe!
- Queque foi, Mateus?!
- Olha a TV, estão cantando a sua canção favorita…
Era “A casa”, de Toquinho e Vinicius, que eu canto para ele antes de dormir na intenção de que se transforme na favorita dele!
Eu tô tentando elevar a cultura do infante, mas às vezes é difiiiiicil…
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1.
adson | Agosto 20, 2008 at 9:13 pm
nao gostei muito
2.
VaH | Setembro 21, 2008 at 6:15 pm
ndaa a ver c o q eu to prOcurando ..
o.0
3.
maura martins | Setembro 22, 2008 at 8:49 am
achei interessante, porque me faz reflectir um muitas coisas que nós os pais induzimos as crianças incoscientemente…
mas realmente o que gostaria de saber lidar é com situações de deimosia da criança, do tipo sempre cehgar tarde a escola, por mera briga e/ou criança com ritmo lento (acorda tarde, toma bano devagar, come devagar etc..) já tomei alguma medidas do tipo acordar-lo meia hora mais cedo para que ele tenha tempo para fazer tudo devagar, mas não resulta
o engraçado é que esta situação “lentidão! acontece até qdo são coisas do interesse dele, do tipo ir ao cinema, ir comprar um bringuedo etc..
com lidar cm situações do género?
4.
caroline e caroline | Junho 13, 2009 at 5:04 pm
essas historias nao fazem sentido nenhum pq todos sabem elas
conta oq presta nao oq nao presta…chauuuuu
5.
vil | Agosto 6, 2009 at 10:51 pm
nao gostei nao nao tem nada aver com q estou pracurando ohohohohohohoohohoohohohohohohohohoh seu tanso
6.
dasdsasad | Setembro 10, 2009 at 9:19 pm
uma merda
poem esse texto no cu do escritor
7.
´bruna | Setembro 12, 2009 at 6:16 pm
vai tomar no cú